A _ cor _ dar , é preciso !






Temos de nos tornar na mudança que queremos ver.

Mahatma Gandhi

sexta-feira, setembro 22, 2017

Côr de Outono




























A
minha   estação   . 






Imagem  _  Alphonse  Mucha   _

segunda-feira, setembro 18, 2017

domingo, setembro 17, 2017

Côr de . . . segura o mundo



















/ Quando 
Baltasar entra em casa , ouve o murmúrio que vem da cozinha , é a voz da mãe , a voz de Blimunda, ora uma , ora outra ,  mal se conhecem e têm tanto para dizer , 
é a grande , interminável conversa das mulheres , 
parece coisa nenhuma , isto pensam os homens , nem eles imaginam que esta conversa é que segura o mundo na sua órbita , não fosse falarem as mulheres umas com as outras ,
 já os homens teriam perdido o sentido da casa e do planeta .






  




José Saramago _  Memorial  do  Convento  pequeno   excerto  ]  _ 
imagem _ Francine   Van   Hove  _   

terça-feira, setembro 12, 2017

Côr da pequena morte























Não
nos  provoca  riso  o  amor quando  chega  ao  mais  profundo  da  sua 
viagem ,   ao  mais  alto  do  seu  vôo . . .
no  mais  profundo ,  no  mais  alto ,  nos  arranca  gemidos   e  suspiros ,
vozes  de  dor ,  embora   seja   a  dor  jubilosa , e  pensando  bem  não há  
nada  de  estranho  nisso , porque  nascer  é  uma  alegria  que  dói .
Pequena  morte  ,  chamam  na  França  a  culminação  do  abraço  ,  que  
ao  quebrar - nos  faz  por  juntar - nos ,  e  perdendo - nos  faz  por  nos
encontrar  e  acabando  conosco  nos  principia .

Pequena   morte ,   dizem  . . .  mas   grande ,  muito  grande  haverá 
de  ser , 
se  ao  nos     matar   nos   nasce .










Eduardo   Galeano  _  Mulheres  _
imagem  _  Claude  Théberge  _

domingo, setembro 10, 2017

Côr de sofrimento






Quando ,
a   natureza   reage   ao   desrespeito   com   o   qual   tem  sido   tratada   . . . 
enfrentamos 

sofrimento

sexta-feira, setembro 08, 2017

Côr de sei























Sei
que  o  único  canto ,
o  único  digno  dos  cantos  antigos ,
a  única  poesia ,
é  a  que  cala  e  ainda  ama  este  mundo ,

esta  solidão  que  enlouquece  e  despoja .













António  Gamoneda Oração Fria  _
imagem  _    Christian Schloe  _

segunda-feira, setembro 04, 2017

Côr de pequenos grandes amores




























Ontem  ,
os  meus   dois   pequenos   grandes   amores   completaram   doze   anos   de  vida .

Claro   que  a  Mariana   estava   felicíssima  e orgulhosa , pois  _  "   estás   a  uma   linda   rapariga  " _  ,     o   que   mais   se  ouvia   .
E
é  verdade .   Linda  por   dentro   e   por   fora  .


A    Ana  ,  também   foi   convidada   para   a  festa ,  porém   declinou   o   convite .  
É   uma  gatinha   muito  reservada  . 
A   sua   festa   foi  entre  nós   .  Dei -lhe   todos   os  carinhos   que  ela  não   se  acanha   de  pedir   e   um   presente .  Agradeceu  com  uma  "  torrinha  "  mais   demorada .


Há   um   porém ,
a   Ana   tem  ciúmes , enormes ,  da   Mariana  .   Não   posso  tê - las  juntas . 
Mas   é  apenas  com  ela   que   tem    esta  reacção .
Já   lhe   expliquei   que  " chego "   para  as  duas  .  Mas ela  não  entende :) !

E   assim   se   passou   mais  um   ano   deste   dois   seres   que   muito   amo !


Para   o   ano   aqui   estaremos  . . .   com   toda   a  certeza .

sábado, setembro 02, 2017

Côr de dôr






A
maioria  dos  humanos  receia   o  acto  de  morrer ,

Porém ,
viver , oferece - nos momentos  incomparavelmente
   
mais   dolorosos .












imagem  _  Omar  Galliani  _

quinta-feira, agosto 31, 2017

Côr de sermos nós .





Não, 
não ofereço perigo algum . . . 
sou quieta como folha de outono esquecida entre as páginas de um livro, definida e clara como o jarro com a bacia de ágata no canto do quarto  .
Se tomada com cuidado , verto água límpida sobre as mãos para que se possa refrescar o rosto , mas se tocada por dedos bruscos num segundo me estilhaço em cacos , me esfarelo em poeira dourada . 
Tenho pensado se não guardarei indisfarçáveis remendos das muitas quedas, dos muitos toques , embora sempre os tenha evitado .  
Aprendi que minhas delicadezas nem sempre são suficientes para despertar a suavidade alheia , e mesmo assim insisto .




Caio  Fernando  de  Abreu  [  com   alguns  cortes ]
imagem  _  Olaf    Hojek _


É 
verdade .  Insisto  ,   insisto   ...  
Para  continuar  a  ser   eu  ,  e   continuar   a    gostar - me  !   

terça-feira, agosto 29, 2017

Côr de sangue



























Hoje ,
segurando   a   coragem  ,  
vesti    aquele   vestido   vermelho   sangue  ,
que  me   ofereceste    . . .
na    despedida .












imagem  _   Olaf    Hojek   _

domingo, agosto 27, 2017

Côr de musica que gosto

Côr de segredos





























Tenho  
contado  todos  os  meus  segredos  ao  vento ,

hoje   reparei  , que  as  árvores  me  olham  com
doçura
e
cumplicidade .



 










imagem  _ Luis  filipe  Gomes  _

sexta-feira, agosto 25, 2017

Côr de Geni e zepelim

Côr de diferente








Diferente
não é quem pretenda ser.
Esse é um imitador.

O diferente é um ser sempre mais próximo da perfeição.
O diferente nunca é um chato. Mas é sempre confundido por pessoas menos sensíveis e avisadas. Supondo encontrar um chato onde está um diferente.
Os diferentes muito inteligentes percebem porque os outros não os entendem. Diferente que se preza entende o porquê de quem o agride..O diferente paga sempre o preço de estar, mesmo sem querer , alterando algo, ameaçando rebanhos, carneiros e pastores. O diferente suporta e digere a ira do irremediavelmente igual , a inveja do comum , o ódio do mediano .
O diferente começa a sofrer cedo , já na primária , onde os demais de mãos dadas, e até mesmo alguns adultos por omissão, se unem para transformar o que é peculiaridade e potencial em aleijão e caricatura.
O que é percepção aguçada em _" como você é complicado" _
Diferente é o que vê mais longe do que o consenso. O que sente antes mesmo dos demais começarem a perceber.
Diferente é o que se emociona enquanto todos em torno agridem e gargalham ,  chora onde outros xingam . Quer  onde outros cansam . Espera de onde já não vem. Sonha entre realistas. Concretiza entre sonhadores. Fala de leite em reunião de bêbados. Cria onde o hábito rotiniza . Sofre onde os outros ganham.

 Diferente é o que fica doendo onde a alegria impera. Perde horas em coisas que só ele sabe importantes.
Diz sempre na hora de calar. Cala nas horas erradas.
Não desiste de lutar pela harmonia. Fala de amor no meio da guerra. Deixa o adversário fazer o golo , porque gosta mais de jogar do que de ganhar.

Os diferentes aí estão ... enfermos, paralíticos, machucados, engordados ,magros demais, inteligentes em excesso, bons demais para aquele cargo, excepcionais, narigudos, barrigudos, joelhudos, de pé grande, de roupas erradas . 

Aí estão, doendo e doendo, mas procurando ser , conseguindo ser , sendo muito mais.

A alma dos diferentes é feita de uma luz além.
Sua estrela tem moradas deslumbrantes que eles guardam para os pouco capazes de os sentir , entender.

Nessas moradas estão tesouros da ternura humana , de que só os diferentes são capazes.
Não mexa com o amor de um diferente.


A menos que você seja suficientemente forte , para suporta-lo depois








Atur de Távola  com  pequenos  cortes  _
imagem aguarela  M.C. _ 

quinta-feira, agosto 24, 2017

Côr de importante . . .




























O
que  nos   fizeram ,  é   de  somenos  .
Importante  mesmo ,  é  a  roupagem   que  usaremos   e  a  forma  de   sorrir  que   exibiremos ,  depois  do acontecido    .  














imagem _   Kathleen  Kendall _

segunda-feira, agosto 21, 2017

Côr de ultimato aos " senhores " do mundo

Côr de memórias




























Os
 seres  humanos  têm  o  dom  de  tornar  longo e  complicado  o  caminho da  felicidade,  
mesmo  quando ele poderia  ser  curto e  óbvio.
Os
animais  fazem  tudo de  forma  simples.
Se amam,  demonstram  de forma  explícita.
Se não amam, não fazem  questão  de disfarçar. 
Também sabem como ir directo aos  seus objectivos , 
sem  criarem  barreiras  emocionais  que  só  dificultam  as  coisas. 
  
Quando  se sabe que avida é  bem  curta ,  faz-se o que se pode para   
viver  intensamente  cada minuto.

Com os gatos é assim que funciona .











Aurea   Gervásio  _  Memórias espirituais de um  gato _
imagem  _  pastel  M.C . _  

domingo, agosto 20, 2017

Côr de roxo



























Amo o roxo. E vai que fazes ?
A luz  tamisas  de  malva
E  roxa  desponta  a alva
Sobre a colcha  de  lilases.

Roxos  alastram  os  razes.
E  tu das-te  nua  e  alva
Lírio roxo numa  salva
Sobre  a colcha  de  lilases.

Com  suas  pestanas  pretas
As  tuas  pálpebras  roxas
São duas  grandes  violetas.

E,  por  mais gosto da  vida,
Depois  que  a  lâmpada  afrouxa,
Fez-se  a  alcova de  ametista.








Jaime  Cortesão
imagem  René   Magritte  _ 

sábado, agosto 19, 2017

Côr de fogo

Côr de fogo




















" Nunca país algum se elevou sem se ter purificado no fogo do sofrimento. "

Mahatma  Gandhi  




Neste
momento ,  Portugal  já    se  encontra   . . .   
mais  que  purificado   !

Côr de ousar




















Descobri ,
que   misturada   com  as   rugas   e   os  cabelos   brancos ,
veio  aquela   coisa   maravilhosa
de  . . .
ousar   semear   o    espanto .











imagem  _   Omar  Galliani  _

quarta-feira, agosto 02, 2017

Cor de Tua Cantiga



Quando te der saudade de mim
Quando tua garganta apertar
Basta dar um suspiro
Que eu vou ligeiro
Te consolar

Se o teu vigia se alvoroçar
E estrada afora te conduzir
Basta soprar meu nome
Com teu perfume
Pra me atrair

Se as tuas noites não tem mais fim
Se um desalmado te faz chorar
Deixa cair um lenço
Que eu te alcanço
Em qualquer lugar

Quando teu coração suplicar
Ou quando teu capricho exigir
Largo mulher e filhos
E de joelhos
Vou te seguir

Na nossa casa
Serás rainha
Serás cruel, talvez
Vais fazer manha
Me aperrear
E eu, sempre mais feliz

Silentemente
Vou te deitar
Na cama que arrumei
Pisando em plumas
Toda manhã
Eu te despertarei

Quando te der saudade de mim
Quando tua garganta apertar
Basta dar um suspiro
Que eu vou ligeiro
Te consolar

Se o teu vigia se alvoroçar
E estrada afora te conduzir
Basta soprar meu nome
Com teu perfume
Pra me atrair

Entre suspiros

Pode outro nome
Dos lábios te escapar
Terei ciúme
Até de mim
No espelho a te abraçar

Mas teu amante
Sempre serei
Mais do que hoje sou
Ou estas rimas
Não escrevi
Nem ninguém nunca amou

Se as tuas noites não têm mais fim
Se um desalmado te faz chorar
Deixa cair um lenço
Que eu te alcanço
Em qualquer lugar

E quando o nosso tempo passar
Quando eu não estiver mais aqui
Lembra-te, minha nega
Desta cantiga
Que fiz pra ti


Chico  Buarque _ letra _
Cristóvão Bastos _  música  _