Temos de nos tornar na mudança que queremos ver.

Mahatma Gandhi




A _ cor _ dar , é preciso !


sábado, abril 22, 2017

Côr de pássaros proíbidos

























 Numa   prisão do  Uruguai …
Os  presos políticos não podem  falar  sem permissão, assobiar, cantar, caminhar  
rápido  nem cumprimentar  outro preso.
Tampouco  podem  desenhar, nem receber desenhos de mulheres grávidas, casais, borboletas,   estrelas  e  pássaros .
Didaskó Pérez,   professor da escola, torturado  e  preso por   questões  ideológicas,  
recebe  no  domingo  a  visita de sua  filha, Milay, de 5 anos .
A filha  traz - lhe  um desenho de pássaros. Os sensores  destroem - no  à entrada   
da  prisão.
No domingo  seguinte,  Milay  traz - lhe  um  desenho  de  árvores. As árvores não  
estão  proíbidas, e o desenho é  liberado .
Didaskó  elogia -  a   e  pergunta  o que são os pequenos círculos que aparecem nas 
copas das árvores ,  entre os  ramos .
São laranjas ?  Que fruta são ?
A  filha  fá -  lo  calar . . . ssshh.
E ,   em segredo,   explica lhe . . .

Não  vês  que  são  olhos ?
Os  olhos  dos  pássaros  que te trago às escondidas  ?








Eduardo   Galeano
imagem  _   Rafal  Olbinski  _

terça-feira, abril 18, 2017

Côr de ... desesperadamente






















. . .   E  depois  há pouca  sobriedade  nas  palavras ,
        as pessoas falam desesperadamente . . .  












Rui  Nunes   _     aqui       _
imagem  _   Daniel   Adel  _

sábado, abril 15, 2017

Côr de . . . tudo começa



 Ao
adoptarmos ,  a atitude correta , chegaremos ao verbo mágico graças ao qual 
entramos em comunicação não só com  os  humanos,  mas também  com tudo 
que  é  vida .

Atitude   correta ?!
 
Encontrala- la- emos  aprendendo a  cultivar o respeito por tudo  o  que  existe .

É   fácil  ?
Não !

Respeitar   é  dificílimo   . . .   e   é    aí   que tudo   começa  . . .







imagem  _ Gregory  Colbert     _

quinta-feira, abril 13, 2017

Côr de . . . as algemas


























Na cadeia os bandidos presos !
O seu ar de contemplativos
!
Que é das feras de olhos acesos
?!
Pobres dos seus olhos cativos .



Passeiam mudos entre as grades ,
Parecem peixes n'um aquario .
Campo florido das Saudades
Porque rebentas tumultuário
?

Serenos... Serenos... Serenos...
Trouxe-os algemados a escolta .
Extranha taça de venenos  .
Meu coração sempre em revolta .



Coração, quietinho. . . quietinho. . . quietinho . . .
Porque te insurges e blasfemas
?
Pschiu  . . .  Não batas . . .  Devagarinho . . .
Olha  os  soldados ,   as algemas
!








Camilo  Pessanha  _   in  Clepsidra _

segunda-feira, abril 10, 2017

Côr de quando morrer




















Já  se   encontra   lavrado   em   cartório . . .

Quem . . .
abrirá   a  porta   à    gata ,  quando  eu  morrer ,

e

lançará   as  minhas  cinzas   ao   vento ,
mas   a   um   daqueles   que   uiva   e   assobia  ,  porque  é   deste  vento
que  a   minha    alma   gosta    .